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Como dá para perceber, não ando com o mínimo de inspiração, vontade e aquela típica iniciativa de atazanar alguns com as coisas que escrevo aqui.
Não sei se é ressaca de início de ano, aquela típica época em que a gente não faz nada mesmo, está de férias, esperando as folias do momo passarem para voltarmos a vida normal.
Não sei se escrever perdeu o sentido, se não tem mais graça ou se os assuntos se esgotaram expontaneamente.
Não sei se é porque estou aguardando duas grandes decisões de terceiros, uma que afeta diretamente meus sentimentos, outra que afeta meu bolso. Ou seja: pode vir bordoada por todo lado. E na expectativa a gente fica congelado.
Não sei se é pq a atmosfera meio underground, dark e psicótica que procurei imprimir aqui está bem desbotada ou não está mais fazendo sentido.
Numa dessas a visão fica embaçada. E a gente vai matando um coelho por vez, aquele que está imediatamente a frente.
Fora isso algumas traições de pessoas próximas, muito próximas. Pessoas que foram ajudadas, amparadas e acolhidas quando precisaram. Pessoas as quais foram dadas segundas, terceiras e quartas chances. Acabo por concluir que é melhor assim, pois ter amigos desses é bom que estejam longe.
E é sempre assim: perdemos pessoas e ganhamos outras. Não no sentido de posse, no sentido de presença o que é muito digno e normal.
Basta ser ativo, para ser polêmico. Quem só faz média não passa por isso, mas no fundo é só. Ser intenso gera revolta naqueles que passam a vida a 10 km/h.
Pequeno parênteses: essas observações se referem a pessoas que nunca puseram os pés aqui, se é que entendem a metáfora. Todo mundo tem o direito de não concordar com o que eu escrevo, aí é outra história e isso faz parte do jogo.
Mas nem tudo é cinza no horizonte, pessoas interessantes sempre aparecendo, outras amizades que se fortalecem, gente que parece que não existe de tão humana e digna.
Hj é só uma breve conversa sem imagens para ilustrar.
Escrito por Math às 11h18
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