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Lidando com a morte
Incrível como certas adversidades podem se tornar reais de uma hora para a outra. Algumas previsivelmente voluntárias, outras compulsórias... Está aí o bordão: "para morrer, basta estar vivo"... A vida moderna e a evolução da ciência nos livrou de uma incontável gama de doenças que antes nos fadavam ao fim e que hoje são facilmente tratáveis... Por outro lado, a mesma vida moderna conduziu a humanidade a um status onde a violência e certas rotinas nos dão de bônus a possibilidade de bater as botas num piscar de olhos...
Infelizmente já sentí isso na pele: já caí de moto, já batí o carro acima das "100 milhas", já estive bem no meio de três tiroteios intensos, sendo que em um deles fui alvo direto de três disparos... Para minha sorte e para o desespero daqueles que desejavam minha "partida", nenhum dos projéteis me atingiram... Ou seja, se tenho o "corpo fechado" ou "7 vidas" é bom não abusar, porém essas situações aparecem quando menos esperamos...
Deixar de viver...??? Deixar de sair a noite para se divertir...??? Deixar de sentir a incrivelmente deliciosa sensação de descarga de adrenalina que é superar os 250 km/h sobre duas rodas, vendo o chão correndo alí, logo abaixo de vc...???
Não... Isso não... Caímos na velha teoria, a qual diz que: "do que adianta passar a vida toda sem comer picanha pensando no colesterol, sendo que pode vir algum bêbado e te atropelar na calçada"...
Bem, tento levar a vida na base do equílibrio, fazendo pequenas loucuras, bem como me cuidando de forma geral...
Mas no final, tenham certeza de que aproveitei bem o que a vida me colocou a disposição até hoje... Numa eventual partida para o além, ninguem vai poder dizer: "O coitadinho se foi tão cedo... Sem aproveitar muito..."
Que fique claro que isso não é nenhuma premonição... Não desejo que este espaço se torne um blog-póstumo por motivos óbvios... 
Escrito por Math às 11h41
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